Lula na celebração dos 46 anos do PT em Salvador. (Reprodução)


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (8), em Salvador, que a próxima eleição será uma “guerra” e que o “Lulinha paz e amor” ficou no passado. A declaração ocorreu durante a festa de 46 anos do PT.

Lula criticou as redes sociais, que, segundo ele, espalham mais mentiras do que verdades. “Eles são desaforados e nós não podemos ficar quietinhos. Essa eleição vai ser uma guerra”, disse.

Reflexão sobre erros do PT

Continua depois da publicidade

O presidente pediu que o partido faça uma autocrítica. Citou a perda de prefeituras importantes na Grande São Paulo e disse que disputas internas enfraqueceram a sigla. “Em algum momento nós erramos. É preciso ver onde erramos para corrigir”, afirmou.

Aos 80 anos, Lula ressaltou que o PT precisa ser mais forte que sua própria figura. “Não é o Lula que tem que ser forte, é o partido”, declarou.

Críticas ao Banco Central

Na mesma reunião, o diretório nacional do PT aprovou resolução contra a política monetária do Banco Central. O texto defende a redução da taxa básica de juros, hoje em 15% ao ano, e a revisão da meta de inflação de 3%.

O documento também pede o fim da escala 6×1, que reduziria a jornada semanal de 44 horas, e prevê proteção social para trabalhadores de aplicativos.

Evangélicos e reação da oposição

Lula cobrou que o PT dialogue com evangélicos, segmento em que Jair Bolsonaro tem maior influência. Ele disse que “90% dos evangélicos recebem benefícios do governo”, mas não apresentou fonte para o dado.

A fala gerou reação imediata. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada bolsonarista na Câmara, acusou Lula de tratar evangélicos como “curral eleitoral”. “Fé não se compra. Consciência não se aluga”, escreveu nas redes sociais.

Alckmin elogiado

Lula também elogiou o vice-presidente Geraldo Alckmin, comparando-o a José Alencar, que ocupou o cargo em seus dois primeiros mandatos. “Duvido que algum presidente tenha tido a sorte de ter os vices que eu tive”, disse.