O presidente Donald Trump elevou o tom contra a Suprema Corte dos Estados Unidos após o tribunal derrubar sua política tarifária nesta sexta-feira, 20. Durante coletiva de imprensa, o republicano direcionou críticas severas aos juízes conservadores que votaram contra a medida, classificando a decisão como “terrível”, “antipatriótica” e “desleal à Constituição”. O ataque atinge diretamente o desenho da Corte que o próprio Trump ajudou a moldar em seu primeiro mandato.

O foco da fúria presidencial recaiu sobre os juízes Neil Gorsuch e Amy Coney Barrett, ambos indicados por Trump. O presidente afirmou que as famílias dos magistrados “deveriam estar envergonhadas” pelo voto e os rotulou, junto ao presidente da Suprema Corte, John Roberts, de “tolos e capachos” de republicanos moderados e democratas de esquerda. Embora tenha evitado dizer caso se arrepende das indicações, Trump utilizou o termo “vergonha” para descrever a atuação dos juristas no caso.

Em contraste, Trump elogiou nominalmente os juízes Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh. O presidente agradeceu aos três pela “força, sabedoria e amor pelo país” ao apresentarem votos divergentes favoráveis às tarifas. Sobre a ala liberal do tribunal, Trump adotou um tom menos pessoal, afirmando que, embora discorde de suas opiniões, “não se pode questionar a lealdade deles” às suas próprias convicções.

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A tensão entre o Executivo e o Judiciário deve marcar o discurso do Estado da União, evento em que o presidente dos EUA faz um discurso perante uma sessão conjunta do Congresso no Capitólio, previsto para a próxima terça-feira. Trump sinalizou que os juízes da maioria estão “mal convidados” para a sessão, embora, formalmente, os convites partam da presidência da Câmara. “Honestamente, não me importo se eles vierem ou não”, declarou.

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