O drone avaliado em R$ 1 bilhão perdido pelos Estados Unidos durante a guerra no Irã é uma das aeronaves mais sofisticadas em operação. Desenvolvido para missões de vigilância marítima de longo alcance, o MQ-4C Triton pode permanecer no ar por até 30 horas e monitorar grandes áreas oceânicas com sensores avançados.

A Marinha dos EUA confirmou a perda da aeronave no dia 9 de abril em um relatório do Comando de Segurança da Marinha. Ele é a única aeronave marítima autônoma de alta altitude e longa duração (HALE) com capacidade para operar em altitudes acima de 50 mil pés com um alcance de 7,4 mil milhas náuticas.

A aeronave fabricada pela Northrop Grumman possui capacidade de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR) marítima persistente em alta altitude que possibilita detectar, rastrear e classificar objetos. O modelo consegue cobrir cerca de 2 milhões de milhas quadradas em um único voo e compartilhar os dados com rapidez, permitindo coordenação militar.

O drone foi concebido como um complemento não tripulado para aeronaves como o P-8 Poseidon, utilizado pela Marinha americana em operações de vigilância, guerra antissubmarina e rastreamento de embarcações.

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O equipamento desapareceu após emitir um sinal de emergência enquanto sobrevoava o Estreito de Ormuz. O drone de reconhecimento, com dimensões comparáveis às de um avião comercial, realizava patrulha na região quando mudou de rota em direção ao território iraniano e acionou o chamado “código 7700”, sinal universal que indica situação de emergência.

Após o alerta, o drone iniciou uma rápida descida a partir de cerca de 52 mil pés de altitude, registrada pelo site de rastreamento aéreo FlightRadar24. Quando atingiu menos de 10 mil pés, o sinal do transponder foi perdido, o que indica possível queda ou perda total de controle da aeronave.

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