ASSISTA O MOMENTO DA PRISÃO
A OAB de Goiás pediu para a Corregedoria da Polícia Civil do Estado investigar o comportamento do delegado Christian Zilmon Mata dos Santos, da cidade de Pirenópolis, no interior goiano, que prendeu a advogada Áricka Rosalia Alves Cunha no último dia 15, invadindo seu escritório de trabalho, armado com um fuzil, e ali a algemou sob ameaças.
A advogada reagiu no momento da abordagem, pediu que um assistente gravasse em vídeo o que estava acontecendo, contestou a atitude do delegado e afirmou que precisava ser respeitada. Ela tentava entrar em contato com a OAB para denunciar o caso, enquanto era constrangida pelo policial.
O comportamento do delegado está provocando forte repercussão no meio jurídico e político. Segundo a OAB e a advogada vítima, o delegado Christian Zilmon Mata dos Santos cometeu “abuso de autoridade”.
O delegado se defende. Ele afirma que a advogada teria cometido “crimes de difamação, injúria, desacato e desobediência”.
O episódio teve origem em uma publicação feita por Áricka nas redes sociais, na qual criticava o arquivamento de um boletim de ocorrência registrado por ela. O documento envolvia ofensas contra a advogada, que relatou ter sido chamada de “loura idiota”.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) reagiu imediatamente. Em nota, a entidade afirmou que houve violação das prerrogativas da advocacia e instaurou procedimentos internos contra o delegado. “Se isso acontece comigo, advogada, dentro do meu espaço de trabalho, imagine com quem não tem voz. Eu não vou me calar”, declarou Áricka após ser liberada mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 10 mil.
O delegado, por sua vez, sustentou que a prisão foi motivada por ataques pessoais e desobediência durante a abordagem. “Não se trata de perseguição, mas de cumprimento da lei diante de condutas que extrapolaram o direito de crítica”, disse.
O caso ganhou repercussão após vídeos da prisão passarem a circular nas redes sociais. Juristas e entidades civis apontaram abuso de autoridade e atentado contra a liberdade de expressão.
A OAB-GO informou que acompanha o caso e promete medidas jurídicas e administrativas contra o delegado.
ASSISTA O PRONUNCIAMENTO DO DELEGADO




