Leia os principais trechos da entrevista a jornalistas que acompanharam o Pontífice na viagem à África:
A cultura da paz
“O que vimos foi a morte de muitos inocentes”, disse o Papa Leão XIV ao comentar os ataques no Irã e no Líbano. “Carrego comigo a foto de um menino muçulmano que me esperava com um cartaz dizendo ‘Bem-vindo, Papa Leão’. Depois, nesta última fase da guerra, ele foi morto.” Para o Pontífice, a resposta não pode ser a violência: “Como Igreja — repito — como pastor, não posso ser a favor da guerra. Incentivo a todos a se esforçarem para buscar respostas que venham de uma cultura de paz, não de ódio e divisão.”
Trump, Irã e Israel
Sobre as negociações entre Estados Unidos, Irã e Israel, Leão XIV afirmou: “Foi criada uma situação caótica, crítica para a economia mundial, mas também há toda uma população inocente que sofre. Não está claro que regime existe neste momento, após os primeiros dias dos ataques. Em vez disso, eu gostaria de incentivar a continuação do diálogo pela paz, para que as partes se esforcem para promover a paz e para que o direito internacional seja respeitado.”
Ucrânia e o direito internacional
Ao ser questionado sobre a guerra na Ucrânia, o Papa reforçou: “É muito importante que os inocentes sejam protegidos, o que não aconteceu em vários lugares. Devemos ter a capacidade de pensar dessa forma e buscar soluções que não passem pela destruição.”
Migrantes tratados “pior que animais”
O tema da imigração também foi abordado. “O que faz o Norte do mundo para ajudar o Sul? Muitos jovens não encontram futuro e sonham em ir para o Norte. Porém, quando chegam, são tratados muitas vezes pior do que os animais. São seres humanos e devemos tratá-los de maneira humana.”
Pena de morte e dignidade humana
Leão XIV condenou as execuções no Irã: “Condeno todas as ações injustas. Condeno a pena de morte. Acredito que a vida humana deve ser respeitada e protegida desde a concepção até a morte natural.”
Relações diplomáticas e regimes autoritários
Questionado sobre encontros com líderes autoritários, o Papa explicou: “A presença de um Papa ao lado de qualquer chefe de Estado pode ser interpretada de maneiras diferentes. Mas o objetivo principal é visitar as pessoas. A Santa Sé mantém relações diplomáticas para promover justiça, causas humanitárias e buscar a libertação de presos políticos.”





