O ministro do STF Gilmar Mendes: a desculpa selou no arquivamento da denúncia. (Foto: EBC)


A Procuradoria-Geral da República decidiu arquivar, nesta terça-feira (28), representação que pedia investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes por homofobia. O caso se originou de declarações do magistrado em entrevista concedida em 23 de março, quando comentava a inclusão do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema no inquérito das fake news.

Na ocasião, Gilmar utilizou um exemplo para ilustrar o que considerava ofensivo e citou a homossexualidade. “Imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo?”, disse. Horas depois, pelas redes sociais, o ministro reconheceu o erro e pediu desculpas: “Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador. Desculpo-me pelo erro e reitero o que está certo”.

Contexto do inquérito

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A controvérsia surgiu após Zema divulgar vídeo em março com críticas ao STF e aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, retratados como fantoches. Gilmar solicitou ao relator do inquérito das fake news, Alexandre de Moraes, que o ex-governador fosse incluído na investigação, alegando que o material atingia a honra da Corte e a sua própria imagem. Moraes encaminhou o pedido à PGR, que agora decidiu pelo arquivamento.

Em entrevista recente, Zema afirmou não ter sido notificado sobre eventual inclusão no inquérito e criticou o que chamou de “modus operandi” do Supremo, segundo ele marcado por falta de transparência e direito de defesa.

Novas críticas

Nesta semana, o ex-governador voltou a atacar o STF em vídeo da série “Intocáveis”, no qual ministros são novamente retratados como fantoches. Em um dos trechos, uma versão fictícia de Gilmar Mendes pede a Moraes que retire o conteúdo do ar e inclua Zema na investigação.