O lucro antes de juros e impostos (EBIT) totalizou US$ 184 milhões no período, queda de 43,9% na comparação anual. Por outro lado, o EBIT total ajustado alcançou US$ 561 milhões, avanço de 55% ante os US$ 362 milhões registrados no primeiro trimestre de 2025.
Segundo o CEO Greg Heckman, a equipe entregou um trimestre sólido ao navegar em um dos ambientes de mercado mais voláteis dos últimos anos, marcado por incertezas geopolíticas e mudanças nos fluxos comerciais. O executivo destacou que a plataforma global da empresa permitiu capturar oportunidades e gerir riscos com disciplina e velocidade.
Nos segmentos operacionais, o processamento e refino de soja (Soybean Processing and Refining) apresentou resultados mais fortes, impulsionados pela América do Sul, especialmente Argentina e Brasil. O segmento de oleaginosas como canola e girassol (Softseed Processing and Refining) também registrou crescimento em todas as regiões, refletindo a maior capacidade de produção e a originação em mercados como Canadá e Austrália após a combinação com a Viterra.
A área de óleos tropicais e ingredientes especiais (Tropical Oils and Specialty Ingredients) teve melhora nos resultados na Ásia e Europa. Já em grãos e moagem (Grain Merchandising and Milling), o desempenho foi pressionado pelo segmento de frete marítimo, embora os negócios de moagem de trigo e algodão global tenham apresentado resultados superiores.
Com base nos resultados do trimestre e nas condições de mercado, a Bunge elevou sua projeção de lucro ajustado para o acumulado de 2026 para uma faixa entre US$ 9,00 e US$ 9,50 por ação (ante a estimativa anterior de US$ 7,50 a US$ 8,00). A companhia também prevê investimentos de capital (Capex) entre US$ 1,5 bilhão e US$ 1,7 bilhão e despesas líquidas de juros entre US$ 620 milhões e US$ 660 milhões.
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