“Quem vai reinventar a forma como os governos decidem, contratam, cuidam, respondem e transformam a vida das pessoas?”, questiona ela. “Porque, quando o governo toma uma decisão, ele não apenas muda uma política pública. Ele muda a vida de milhões de pessoas.”
A especialista destaca o potencial do mercado governamental. Governos são os principais compradores do planeta – o setor público brasileiro homologou, em 2025, cerca de R$ 1,1 trilhão em compras públicas. A GovTechLab, liderada por ela, é uma empresa de tecnologia cujo objetivo é conectar governos, startups e empresas para modernizar o setor público.
Para Téo Girardi, a tecnologia por si só não conseguirá melhorar a gestão pública e a prestação de serviços ao cidadão. A especialista afirma que é preciso que governos tenham capacidade institucional para se tornarem mais humanos, inteligentes e preparados para responder à transformação acelerada do mundo.
“Redesenhar a experiência do cidadão é muito mais importante do que buscar soluções em tecnologia. A tecnologia vai resolver um problema, mas não significa que a eficiência lá na ponta, para quem precisa, vai estar 100% sanada. Muito mais do que meio, ferramenta e tecnologia, a gente precisa repensar a experiência do cidadão”, conclui.
O São Paulo Innovation Week, maior festival global de tecnologia e inovação, é realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap, entre esta quarta-feira, 13, e sexta, 15.
Entre os mais de 2 mil palestrantes convidados para os três dias do evento, estão especialistas brasileiros e estrangeiros em áreas como ciência, saúde, educação, agronegócio, finanças, mobilidade, geopolítica, esportes, sustentabilidade, arte, música e filosofia, entre muitas outras.
O palco E-Gov, sob a curadoria de Girardi, reunirá startups, empresas de tecnologia, acadêmicos, centros de pesquisa, investidores e lideranças governamentais para debater como ampliar capacidades estatais, qualificar decisões e posicionar o governo como agente estratégico do futuro.


