O ex-governador Cláudio Castro, alvo da operação da Polícia Federal. (Foto: Reprodução)


A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15), a Operação Sem Refino, tendo como um dos principais alvos o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Agentes da corporação cumpriram mandados de busca e apreensão na residência oficial do político, situada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense.

A diligência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Embora os detalhes específicos que fundamentam a decisão judicial permaneçam sob sigilo, a ação ocorre no âmbito de investigações que tramitam na Corte Suprema.

Detalhes da diligência

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A chegada dos policiais ao endereço de Castro ocorreu nas primeiras horas do dia. O objetivo da operação é a coleta de provas, que podem incluir documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais de interesse investigativo. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre itens apreendidos ou se houve o bloqueio de bens.

O caso teria relação com a ADPF das Favelas, ação em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) que estabeleceu limites e regras para operações policiais no Rio de Janeiro.

A operação também teria relação com o caso da Refit. Apurações apontam que a empresa operaria uma espécie de ‘refinaria fantasma’, declarando um volume de refino de combustível superior ao realizado na prática para obter isenções fiscais.

Reação da defesa

Em contato com a imprensa, o advogado de Cláudio Castro, Carlo Luchione, afirmou que a equipe jurídica ainda não teve acesso integral aos autos que motivaram a expedição dos mandados. Segundo o defensor, a defesa aguarda a liberação do conteúdo para se manifestar sobre o mérito das suspeitas levantadas pela Polícia Federal.