Laboratório do Instituto Butantan, onde a vacina da dengue foi desenvolvida. (Foto: Instituto Butantan)


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciaram nesta nesta terça-feira (25/2) acordo para produção em larga escala da primeira vacina nacional e de dose única contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, de São Paulo.


De acordo com o Ministério da Saúde, a partir de 2026 serão oferecidas 60 milhões de doses anuais, com possibilidade de ampliação do quantitativo conforme a demanda e a capacidade produtiva. Objetivo é atender a população elegível pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) entre 2026 e 2027.


Segundo o governo, a partir de parceria entre o Instituto Butantan e a empresa WuXi Biologics, a produção se dará pelo Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), do Ministério da Saúde, que já foi aprovado e está em fase final de desenvolvimento tecnológico.
Três em cada quatro mortes por dengue ocorridas em 2025 foram registradas do estado de São Paulo, segundo informações do painel de monitoramento do Ministério da Saúde. Com mais de 100 mortes por dengue, o governo de SP vai anunciar medidas para combater a doença nesta quarta-feira (19).

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De acordo com os últimos dados, o Brasil registra mais de 338.822 casos prováveis de dengue e 131 óbitos confirmados pela doença desde o começo do ano — São Paulo tem a maior parte. Há ainda 331 óbitos em investigação. Entre os óbitos no país, 54% são do sexo feminino e 46% do masculino.

O projeto de produção da vacina da dengue tem financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES),
O investimento total na parceria é de R$ 1,26 bilhão. O Novo PAC tem o Instituto Butantan como um dos principais beneficiários dos investimentos para infraestrutura e fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.


OUTRAS VACINAS


O Ministério da Saúde também anunciou a fabricação nacional da insulina Glargina como parte do Programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP).


O projeto envolve a produção nacional do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) pela Fiocruz (Unidade Bio-Manguinhos) e a ampliação da fabricação do produto final pela Biomm, empresa que recebeu o registro para a produção de insulina Glargina.


A produção do IFA será na planta da Fiocruz em Eusébio. A produção de insulina poderá atingir 70 milhões de unidades anuais ao final do projeto. O primeiro fornecimento está previsto para o segundo semestre de 2025.


O ministério anunciou a produção da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) no Brasil, parceria entre o Instituto Butantan e a Pfizer, que permitirá a produção de até 8 milhões de doses anuais, atendendo à demanda do SUS e possibilitando a ampliação do público-alvo, incluindo a população idosa. O investimento total para o projeto é de R$ 1,26 bilhão entre 2023 a 2027. Estima-se que serão evitadas 28 mil internações anuais devido a complicações do VSR. O primeiro fornecimento para o SUS está previsto para o segundo semestre de 2025.


O anúncio também vai garantir a vacina Influenza H5N8, com capacidade de fornecer 30 milhões de doses/ano.