Procurados, JBS, PrimaFoods, Frialto e o Ministério da Agricultura não responderam até a publicação deste texto, ficando o espaço aberto para manifestação.
As desabilitações das plantas constam no sistema de registro de empresas importadoras de alimentos da China (Ciferquery SingleWindow), gerido pela GACC, responsável pelas liberações e suspensões de importadores.
Segundo a publicação chinesa, consultada pelo Broadcast Agro (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a suspensão está vigente desde a quarta-feira, 20. As desabilitações ainda não estão integradas ao Sistema de Informações Gerenciais do SIF (SIGSIF), do Ministério da Agricultura.
A medida foi comunicada ao governo brasileiro ainda na quarta-feira pela adidância agrícola em Pequim, em ofício enviado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, conforme apurou o Broadcast.
De acordo com o comunicado, o motivo da suspensão foi a detecção de uma substância proibida na China, o acetato de medroxiprogesterona, em carne bovina exportada pelas unidades. O composto é um hormônio sintético utilizado como medicamento veterinário para controlar o ciclo reprodutivo de animais. A China, entretanto, proíbe o uso da substância em animais de corte.
Ao todo, quatro frigoríficos exportadores de carne bovina à China estão com os embarques suspensos. Em abril, a China havia suspendido a importação de carne bovina e derivados do frigorífico Pantaneira Indústria e Comércio de Carnes e Derivados Ltda. (SIF 1206), pertencente ao grupo Frigosul (SulBeef), em Várzea Grande (MT), também alegando a presença de resíduos de acetato de medroxiprogesterona em um lote de carne bovina congelada desossada exportado pela unidade.



