O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian.


O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou nesta segunda-feira (3), em uma entrevista coletiva, que o país tomará as medidas necessárias para “proteger firmemente” seus interesses legítimos, ao ser questionado sobre possíveis contramedidas para as novas tarifas dos Estados Unidos contra a potência asiática.

“Os Estados Unidos mais uma vez usam a questão do fentanil como pretexto para ameaçar a China com aumentos de tarifas sobre suas importações”, disse Lin Jian ao se opor à medida.

O fentanil é um opioide sintético extremamente potente, responsável por um grande número de mortes por overdose nos Estados Unidos. Em 2023, mais de 74 mil americanos morreram devido a overdoses de drogas contendo fentanil.

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A China é frequentemente apontada como a principal fonte dos precursores químicos usados na produção de fentanil. Esses precursores seriam enviados para o México, onde são transformados em fentanil e contrabandeados para os EUA. As autoridades americanas acusam a China de não fazer o suficiente para impedir a exportação dessas substâncias.

Em resposta, a China afirma que tem uma das políticas mais rigorosas de combate às drogas e que já classificou as substâncias relacionadas ao fentanil como controladas desde 2019, a pedido dos EUA. Pequim também destaca que o problema do fentanil é uma questão interna dos EUA e que a cooperação entre os dois países tem sido ampla e eficaz.

As tensões entre os EUA e a China aumentaram quando o governo americano, sob a administração de Donald Trump, impôs tarifas sobre produtos chineses, citando a crise do fentanil como uma das justificativas. A China respondeu com contramedidas e criticou a abordagem dos EUA, afirmando que a coerção não é a melhor forma de lidar com o problema.