O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, divulgou nota oficial em resposta à reportagem publicada pela revista britânica “The Economist”, que questiona o papel do STF na democracia brasileira. A matéria sugere um “excesso de poder” dos ministros, com destaque para a atuação do ministro Alexandre de Moraes.
Barroso refutou as críticas e afirmou que a reportagem reflete mais a narrativa dos que tentaram o golpe de Estado do que a realidade de um Brasil com democracia plena, estado de direito e respeito aos direitos fundamentais. Ele destacou que o STF foi essencial para evitar o colapso institucional, frente a ameaças como tentativa de golpe, atentados e planos contra autoridades, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além disso, Barroso defendeu a escolha de julgar ações penais contra altas autoridades nas turmas do STF, como estipulado pelo regimento interno da Corte. Ressaltou que todas as decisões judiciais foram fundamentadas, refutando qualquer ilegalidade.
A crítica da “The Economist”gerou debate ao questionar a concentração de poder no Judiciário brasileiro e a atuação de ministros como Moraes. Contudo, Barroso sublinhou que o tribunal age de forma independente e com respeito ao devido processo legal.
A nota reforça o compromisso do STF com a democracia e reflete uma postura firme diante de críticas internacionais, em um momento de intensos desafios políticos e sociais no Brasil.





