O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão imediata do ex-presidente Fernando Collor de Mello, mas a decisão ainda precisa ser confirmada pelo plenário da Corte, o que deve ocorrer ao longo desta sexta-feira (25).
Collor foi condenado a oito anos e dez meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, em um esquema envolvendo propinas de R$ 20 milhões para facilitar contratos da BR Distribuidora com a UTC Engenharia. A condenação ocorreu em 2023, e a ordem de prisão foi emitida após Moraes rejeitar os últimos recursos da defesa, considerados protelatórios.
O julgamento no plenário virtual do STF começou nesta sexta-feira, com os 11 ministros analisando se mantêm ou revogam a decisão de Moraes. A análise vai até as 23h59, podendo ser adiada caso algum ministro solicite mais tempo para estudar o caso. Enquanto isso, a ordem de prisão segue em vigor, e Collor já foi detido em Maceió, Alagoas, sendo encaminhado à Superintendência da Polícia Federal.
A defesa de Collor expressou surpresa e preocupação com a decisão, alegando que questões como prescrição e cabimento dos recursos deveriam ser analisadas pelo plenário. Moraes, por sua vez, argumentou que os recursos apresentados pela defesa tinham caráter procrastinatório e que a execução da pena era necessária para garantir o cumprimento da decisão judicial.
O caso de Collor é emblemático, destacando o rigor do STF em casos de corrupção, mas também levantando debates sobre o equilíbrio entre celeridade e direito à ampla defesa. A decisão final do plenário será crucial para definir os próximos passos do processo e pode estabelecer precedentes importantes para outros casos de grande repercussão.





