O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que lerá o requerimento de criação da CPMI do INSS em 17 de junho, durante a próxima sessão do Congresso Nacional. A leitura, que inicialmente poderia ocorrer no dia 27 deste mês, foi adiada devido à falta de acordo entre os parlamentares sobre os vetos presidenciais. Alcolumbre descartou a possibilidade de uma sessão exclusiva para tratar da CPMI, pressionando líderes governistas a buscar consenso para avançar com as deliberações.
A criação da CPMI foi protocolada no dia 12 de maio pela oposição, com apoio de 36 senadores e 223 deputados federais, número superior ao mínimo exigido. Após a leitura do requerimento, será necessário que os partidos indiquem os membros da comissão, negociem os cargos de relator e presidente e definam uma data para a instalação. No entanto, congressistas já admitem que a CPMI só deve iniciar seus trabalhos efetivos no segundo semestre.
O calendário parlamentar também contribui para o atraso. Com a chegada das festas juninas, muitos parlamentares retornam aos seus estados, o que tende a esvaziar as atividades no Congresso. Além disso, o recesso legislativo, previsto para meados de julho, dificulta ainda mais o andamento célere da comissão, que pode ter sua instalação postergada até agosto.
Enquanto isso, o governo tenta conter a criação da comissão argumentando que as investigações já estão sendo conduzidas pela Polícia Federal, CGU e AGU. Na Câmara dos Deputados, a tentativa de instaurar uma CPI sobre o tema enfrenta resistência do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que alega haver outras comissões pendentes na fila. A do INSS seria a 13ª, mas o regimento da Câmara permite o funcionamento simultâneo de apenas cinco.





