Depois de ficarem sumidos durante o dia todo, nesta segunda-feira (10), os presidentes da Câmara e do Senado se limitaram a divulgar uma tímida nota: Alcolumbre e Motta dizem que Congresso está pronto para defender economia após tarifaço de Trump.
Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), divulgaram uma nota conjunta defendendo o diálogo diplomático e comercial como primeira resposta, mas ressaltando a prontidão do Congresso para proteger a economia nacional.
A medida anunciada por Donald Trump é a mais alta entre as novas taxas divulgadas pelo presidente norte-americano, que iniciou o envio de cartas a 14 nações informando as tarifas que entrarão em vigor a partir de 1º de agosto caso não haja acordos comerciais.
Alcolumbre e Motta destacaram a importância da Lei da Reciprocidade Econômica, sancionada em abril, como um instrumento crucial para o Brasil reagir a medidas hostis. Segundo eles, a lei “dá condições ao nosso país, ao nosso povo, de proteger a nossa soberania”.
Os líderes parlamentares asseguraram que o Congresso monitorará de perto os desdobramentos do “tarifaço” e atuará em sintonia com o Executivo para mitigar seus efeitos, afirmando que estarão “prontos para agir com equilíbrio e firmeza em defesa da nossa economia, do nosso setor produtivo e da proteção dos empregos dos brasileiros.”
A posição do Congresso ecoa a do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que reafirmou sua intenção de usar a nova legislação como base para retaliar a medida imposta pelos Estados Unidos. O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, confirmou que Lula está decidido a aplicar a Lei da Reciprocidade.
Palmeira ressaltou que, até o momento, o governo brasileiro não recebeu nenhum comunicado oficial da administração dos EUA, apenas a publicação de Trump em sua rede social. Segundo o ministro, Lula não pretende telefonar para o presidente norte-americano, avaliando que tal gesto teria caráter político. O governo planeja se reunir com os setores exportadores brasileiros ao longo de julho para discutir medidas de negociação e formas de evitar prejuízos, buscando uma resposta estratégica e coordenada à ação tarifária dos EUA.





