A oposição permanece na manhã desta quarta-feira (6) ocupando o plenário do Senado. O protesto teve início nesta terça-feira e foi liderado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, alvo do STF, em processo por tentativa de golpe de estado. Uma das exigência de Flávio é que seja colocado em votação projeto de anistia ao pai além do impeachment de Alexandre de Moraes.
A ação da oposição prejudicou a agenda do Senado. A ocupação do plenário principal mudou a sessão de abertura de um evento.
O evento é uma cúpula sobre mudanças climáticas. Parlamentares da América Latina e Caribe participam. O evento é organizado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), ligada à ONU. A sessão solene de abertura tradicionalmente ocorre no plenário principal.
Senadores da oposição ocuparam a mesa diretora do plenário. A solenidade foi transferida para um auditório.
O auditório fica no complexo do Senado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não compareceu. O líder do governo, senador Jaques Wagner, abriu a sessão. Ele agradeceu à equipe técnica. Disse que o grupo organizou o novo espaço rapidamente.
Parlamentares da oposição, chefiados por Flávio Bolsonaro, ocuparam os plenários da Câmara e do Senado.
O motivo é um protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Parlamentares se revezaram nas cadeiras das mesas diretoras.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, e Davi Alcolumbre cancelaram sessões na terça. Eles anunciaram reuniões com líderes partidários.
O objetivo é desmobilizar a ocupação. A oposição apresentou um “pacote de paz”. A lista tem itens como perdão a condenados pelos ataques de 8 de janeiro. Também defende o fim do foro privilegiado. E pede o impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes.




