Um acidente aéreo chocou a Região Nordeste de Belo Horizonte no início da tarde desta segunda-feira (4). Um avião monomotor de pequeno porte, que havia acabado de decolar do Aeroporto da Pampulha, perdeu o controle, colidiu contra a lateral de um edifício residencial no bairro Silveira e caiu em um estacionamento vizinho. O piloto e o copiloto da aeronave morreram no local. Outros três passageiros ficaram feridos e foram encaminhados em estado grave para o Hospital João XXIII.
De acordo com a NAV Brasil, estatal responsável pelos serviços de navegação aérea, o piloto chegou a declarar emergência à torre de controle logo após a decolagem, realizada às 12h16. O motivo relatado foi a dificuldade da aeronave em manter a subida. O destino final do voo seria o Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo.
Colisão na caixa de escadas

A aeronave, um EMB-721C fabricado pela Neiva (unidade da Embraer) em 1979 e conhecido como “Sertanejo”, atingiu o prédio localizado na Rua Ilacir Pereira Lima entre o terceiro e o quarto andar. Segundo o tenente Raul, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, a estrutura do avião ficou projetada na caixa de escadas do edifício, o que evitou que apartamentos ocupados fossem atingidos diretamente.
“O que visualizamos foi a estrutura dessa aeronave projetada dentro da caixa da escada. Se tivesse batido nas laterais, poderia ter atingido residências que estavam ocupadas”, explicou o militar.
Apesar do forte impacto, que abriu um buraco na fachada do prédio de nove apartamentos, não houve incêndio. Houve, no entanto, derramamento de combustível no estacionamento onde os destroços pararam, o que exigiu o uso de espuma mecânica pelos bombeiros para neutralizar o risco de explosões. A Defesa Civil realizou uma vistoria preliminar e informou que, a princípio, não há danos estruturais que comprometam a edificação.
Histórico da aeronave
Dados do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), indicam que o avião, de prefixo PT-EYT, estava com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até abril de 2027. O modelo tinha capacidade para cinco passageiros, além do piloto, mas não possuía autorização para operar como táxi aéreo, sendo restrito a serviços privados.
A aeronave pertencia a Flavio Loureiro Salgueiro desde 2023. Familiares informaram que o grupo havia partido de Teófilo Otoni e feito uma escala técnica na capital mineira antes do acidente.
Investigação
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), por meio do Terceiro Serviço Regional (Seripa III), já enviou investigadores do Rio de Janeiro ao local para realizar a “Ação Inicial”. O trabalho consiste na coleta de dados, preservação de destroços e verificação dos danos. A Polícia Civil de Minas Gerais também instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da queda.
Até o fechamento desta edição, a identidade das vítimas fatais e o estado de saúde detalhado dos três sobreviventes não haviam sido divulgados oficialmente pelas autoridades hospitalares. A região próxima à Avenida Cristiano Machado, uma das principais artérias de tráfego da cidade, permaneceu isolada durante toda a tarde para os trabalhos de perícia e remoção dos destroços.
Saiba quem são as cinco vítimas do acidente aéreo em Brlo Horizonte
Veja aqui a relação com nomes dos ocupantes do “Sertanejo”

Aeronave que seguia para São Paulo caiu sobre prédio residencial na região Nordeste da capital mineira; quatro empresários do setor de tecnologia e o piloto estavam a bordo.
Cinco pessoas estavam no avião monomotor que caiu e atingiu um prédio residencial na Rua Ilacir Pereira Lima, bairro Silveira, região Nordeste de Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira (4). A aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha às 12h16 com destino a São Paulo.
Segundo o Corpo de Bombeiros, duas pessoas morreram no local:
- Wellington Oliveira, piloto, 34 anos;
- Fernando Moreira Souto, 36 anos, filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), que ocupava o assento de copiloto.
Outros três passageiros ficaram gravemente feridos e foram levados ao Hospital João XXIII:
- Leonardo Berganholi, empresário, 50 anos;
- Arthur Schaper Berganholi, filho de Leonardo, 25 anos;
- Hemerson Cleiton Almeida Souto, 53 anos.
O grupo era sócio da empresa Uaitag, que atua no setor de tecnologia e cartões.
No prédio atingido, nenhum morador foi ferido. Todos foram retirados em segurança. De acordo com o tenente Raul, do Corpo de Bombeiros, o avião colidiu entre o terceiro e o quarto andar, na caixa de escada. “Se tivesse batido nas laterais, poderia ter atingido apartamentos ocupados”, disse.
A aeronave caiu no estacionamento do edifício. O piloto havia informado à torre de controle dificuldades durante a decolagem.
Equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Polícia Civil de Minas Gerais foram acionadas para investigar as causas do acidente. O Cenipa, órgão da FAB responsável por apuração de acidentes aeronáuticos, já iniciou a coleta de dados no local.



