A USP é a universidade brasileira em melhor posição na Classificação Acadêmica das Universidades Mundiais de 2025, conhecida como Ranking de Xangai.
A instituição se consolida como a melhor da América Latina e a única do país a figurar entre as posições 101-150 do levantamento.
A Shanghai Ranking Consultancy, organização independente que avalia mais de 2.500 universidades e divulga as mil mais bem colocadas, confirmou a liderança dos Estados Unidos.
Oito das dez melhores universidades do mundo são norte-americanas, e a Universidade de Harvard mantém a primeira posição.
O jornal francês Le Figaro lamentou a perda de posições da França, destacando que “o poder das universidades americanas permanece incontestável.
Elas mantêm suas posições no topo do ranking”. Harvard é seguida por Stanford e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Em seguida, a lista segue com Cambridge (4º), Berkeley (5º), Oxford (6º), Princeton (7º), Columbia (8º), Caltech (9º) e a Universidade de Chicago (10º).
A França é o 7º país mais bem classificado no top 100, atrás de Alemanha, Suíça, Austrália, Reino Unido, China e Estados Unidos. Quatro universidades francesas estão entre as 100 melhores do mundo.
A Universidade Paris-Saclay é a melhor da França, classificada em 13º lugar geral.
A Sorbonne perdeu duas posições e está em 43º, enquanto a Universidade Paris-Cité mantém o 60º lugar. No total, a França conta com 18 universidades entre as 500 primeiras colocadas e 27 no top 1000, duas a mais em relação a 2024.
Na América Latina, além da USP, que lidera, a Universidade Nacional Autônoma do México aparece na faixa de posições 201-300, a mesma da Universidade de Buenos Aires, única representante da Argentina. O Chile e a Colômbia também contam com instituições no ranking, com duas universidades chilenas entre as posições 501-600 e duas colombianas nas colocações 801-900.
No Brasil, 18 instituições foram listadas. Além da USP, as universidades estaduais de São Paulo e de Campinas (Unicamp) aparecem nas colocações 401-500. As federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e de Minas Gerais (UFMG) estão empatadas na faixa 501-600.
O Ranking de Xangai é elaborado com base em critérios objetivos, como o número de ex-alunos e funcionários que ganharam Prêmios Nobel e Medalhas Fields, o número de pesquisadores com alta taxa de citação, o número de artigos publicados nas revistas Nature e Science, e o desempenho per capita da universidade.
A China é o país com mais universidades representadas no ranking, 244 no total, contra 183 dos Estados Unidos. No entanto, os americanos mantêm a vantagem no top 100, com 37 instituições contra 15 da China.





