O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o grupo radical palestino Hamas em publicação feita nesta quinta-feira (16) em sua rede social, Truth Social. Em tom de ultimato, Trump afirmou que, caso o grupo não aceite um acordo de cessar-fogo até domingo (19), os Estados Unidos poderão intervir militarmente. “Se o Hamas continuar a matar pessoas em Gaza, o que não era o acordo, não teremos escolha a não ser entrar e matá-los”, escreveu.

A declaração ocorre em meio à escalada de tensão na Faixa de Gaza, onde, segundo Trump, o grupo teria violado os termos de um acordo previamente estabelecido com Israel. “Haverá paz no Oriente Médio de uma forma ou de outra”, afirmou o presidente, acrescentando que os palestinos inocentes deveriam evacuar para uma área segura, sem especificar qual.
O ultimato foi divulgado após reuniões com representantes de Israel e do Catar, segundo informações publicadas pelo jornal GGN. Trump estabeleceu como prazo final o domingo, às 19h (horário de Brasília), para que o Hamas aceite os termos do acordo. “Essa é a última chance. Caso contrário, será um inferno como ninguém jamais viu”, disse.
A ameaça repercutiu em veículos nacionais como Correio Braziliense, que destacou o endurecimento do discurso de Trump diante da retomada dos ataques na região. A TV Jornal SBT também divulgou o vídeo da declaração, reforçando o tom de ultimato e a promessa de uma resposta “violenta” caso o grupo não recue.
Até o momento, veículos internacionais como BBC, CNN, Al Jazeera e Reuters não publicaram reportagens específicas sobre a declaração. A Casa Branca não se pronunciou oficialmente sobre o conteúdo da publicação.
A fala de Trump reacende o debate sobre o papel dos Estados Unidos no conflito entre Israel e Palestina e levanta preocupações sobre uma possível escalada militar. Organizações internacionais de direitos humanos alertam para os riscos de uma intervenção sem garantias de proteção à população civil.





