O ministro Alexandre de Moraes (Foto: STF)


ASSITA O VOTO DO MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES

Ao abrir o julgamento do núcleo quatro da tentativa de golpe de Estado, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que os réus atuaram de forma coordenada para “deslegitimar as instituições democráticas” e que há “indícios robustos e coerentes” de que integraram uma organização criminosa voltada à desinformação. Com esse voto duro, Moraes deu início à sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, que analisa a responsabilidade de sete acusados por ações que, segundo a Procuradoria-Geral da República, visavam criar um ambiente propício à ruptura democrática após as eleições de 2022.

O núcleo é formado por militares da ativa e da reserva, além de um dirigente de instituto ligado à fiscalização eleitoral. De maneira discreta, os nomes que compõem esse grupo incluem oficiais como um coronel, um tenente-coronel, um subtenente e dois majores do Exército, além de um policial federal e o presidente de uma entidade privada voltada à auditoria de votos.

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Acusações formais

De acordo com a denúncia da PGR, os réus integraram uma rede estruturada para disseminar fake news sobre as urnas eletrônicas, promover ataques virtuais a instituições públicas e radicalizar a população. A estratégia visava manter Jair Bolsonaro no poder mesmo após sua derrota nas urnas.

Eles respondem por:

  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Tentativa de golpe de Estado
  • Participação em organização criminosa armada
  • Dano qualificado
  • Deterioração de patrimônio tombado

Linha do tempo

  • Após o segundo turno das eleições de 2022, o grupo intensificou a divulgação de conteúdos falsos sobre o sistema eleitoral.
  • Em janeiro de 2023, o STF iniciou investigações sobre diferentes núcleos da tentativa de golpe.
  • Em outubro de 2025, Moraes apresentou relatório da Ação Penal 2694, apontando “indícios robustos” da atuação coordenada do núcleo quatro.
  • Na sessão desta terça-feira, o relator abriu o julgamento com seu voto, seguido pelos ministros Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

O voto de Moraes

O relator foi enfático ao afirmar que os acusados utilizaram estrutura pública e militar para disseminar mentiras sobre as urnas eletrônicas, atacar autoridades e fomentar um ambiente de instabilidade institucional. Segundo Moraes, essa engrenagem foi instrumentalizada por Jair Bolsonaro para justificar uma ruptura democrática.

O ministro classificou as ações como gravíssimas e incompatíveis com o Estado Democrático de Direito. Destacou ainda que os réus não agiram isoladamente, mas como parte de uma organização criminosa armada, com atuação coordenada e estratégica. Moraes defendeu a condenação de todos os envolvidos.

O que está em jogo

O julgamento é considerado estratégico por envolver o núcleo responsável pela base narrativa da tentativa de golpe. Caso condenados, os réus podem enfrentar penas severas, reforçando o entendimento do Supremo de que ações contra a democracia não serão toleradas.

Aqui está um resumo da matéria da CNN Brasil, reescrito com base no Manual de Redação da Folha, que prioriza clareza, concisão, impessoalidade e hierarquia da informação:

Zanin acompanha Moraes e vota por condenar réus do núcleo de desinformação

O ministro Cristiano Zanin, do STF. (Foto: STF)

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (21) pela condenação de seis réus ligados ao chamado “núcleo de desinformação” da trama golpista investigada pela Corte. Ele acompanhou integralmente o voto do relator, Alexandre de Moraes.

Com o posicionamento de Zanin, o placar do julgamento está em 2 a 0 pela condenação dos acusados. A sessão será retomada com o voto do ministro Luiz Fux.

Os réus são acusados de cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo atuava na propagação de desinformação sobre o sistema eleitoral brasileiro.

O julgamento ocorre na Primeira Turma do STF e envolve integrantes do chamado “núcleo 4” da investigação, que reúne militares da reserva e civis ligados a ações de desestabilização institucional.

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