A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu cerca de 37,4 quilos de ouro transportados ilegalmente em uma picape na BR-174, em Boa Vista, capital de Roraima.
A carga, dividida em 48 barras maciças, estava escondida em compartimentos secretos sob o banco traseiro do veículo.
O motorista, de 53 anos, foi preso em flagrante e encaminhado à sede da Polícia Federal.
Segundo a PRF, a abordagem ocorreu durante uma fiscalização de rotina. O condutor, que vinha de Manaus (AM), demonstrou nervosismo ao ser parado, o que motivou uma inspeção mais minuciosa. Durante a vistoria, os agentes localizaram os compartimentos ocultos com o material metálico, posteriormente identificado como ouro.
A carga foi avaliada preliminarmente entre R$ 25 milhões e R$ 28 milhões, a depender da cotação do metal no mercado internacional.
A origem do ouro ainda está sob investigação, mas há indícios de que tenha sido extraído de garimpos ilegais situados em áreas de proteção ambiental na região Norte.
“Essa é uma das maiores apreensões de ouro da história da PRF. O combate ao garimpo ilegal e ao tráfico de minérios é uma prioridade, especialmente em estados como Roraima, onde há forte pressão sobre terras indígenas e unidades de conservação”, afirmou o superintendente da PRF em Roraima, inspetor Marcelo Tavares.
A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar os crimes de usurpação de bem da União, lavagem de dinheiro e crime ambiental.
O motorista, que não teve o nome divulgado, poderá responder também por associação criminosa, caso fique comprovado o envolvimento de outras pessoas na logística do transporte.
A região Norte tem sido alvo constante de operações contra o garimpo ilegal. Em 2023, o governo federal intensificou ações de fiscalização na Terra Yanomami, após denúncias de contaminação por mercúrio e violência contra indígenas. A apreensão desta segunda-feira reforça os alertas sobre a persistência da atividade clandestina, mesmo após o aumento da presença de forças federais.
O ouro apreendido foi encaminhado para perícia e ficará sob custódia da Justiça Federal. A PRF e a PF não descartam novas diligências nos próximos dias para identificar os financiadores e o destino final da carga.



