O ministro da Justiça, Ricardo Lewandovski, fala durante coletiva sobre o INSS. (Reprodução TV)


A operação “Sem Desconto”, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), revelou um esquema de falsificação de assinaturas que prejudicou milhares de aposentados e pensionistas do INSS. As entidades envolvidas simulavam a adesão dos beneficiários a associações, falsificando assinaturas para autorizar descontos em seus benefícios previdenciários. Esses valores eram cobrados como mensalidades associativas, sem o consentimento das vítimas.

De acordo com o ministro da CGU, Vinícius Carvalho, a maioria dos aposentados entrevistados afirmou nunca ter autorizado os descontos. As investigações apontaram que 72% das entidades não apresentaram a documentação necessária ao INSS para realizar os débitos, o que facilitou a prática das fraudes. Além disso, as entidades não possuíam estrutura para oferecer os serviços prometidos, como assistência jurídica e descontos em academias e planos de saúde.

A CGU iniciou as apurações em 2023, no âmbito administrativo, e acionou a Polícia Federal em 2024 ao identificar indícios de crimes. Até o momento, 12 inquéritos foram abertos para investigar o esquema, que movimentou bilhões de reais. As autoridades continuam trabalhando para responsabilizar os envolvidos e garantir que os beneficiários sejam ressarcidos pelos prejuízos causados.

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