O Papa Francisco cumprimenta presos no presídio Casal del Marmo, em Roma, na Quinta-Feira Santa. (Foto: Vatican News)


O monsenhor Benoni Ambarus, o “Don Ben” do Papa Francisco, responsável pela caridade e pela pastoral prisional em Roma, revelou aos meios de comunicação que fazem a cobertura das solenidades de velório do líder católico, que, antes da sua morte, Jorge Bergoglio (nome de batismo) doou 200 mil euros da sua conta pessoal à fábrica de massas da prisão juvenil de Casal del Marmo.


“Disse-lhe que temos uma grande hipoteca para esta fábrica de massas e que, se a conseguirmos baixar, baixaremos o preço das massas, venderemos mais e contrataremos mais rapazes. Ele respondeu-me: ‘Já acabei com quase todo o dinheiro, mas ainda tenho alguma coisa na minha conta’. E deu-me 200.000 euros”, disse Ambarus à agência de notícia italiana Ansa.


Não foi por acaso que o Papa investiu as suas últimas energias na visita à prisão Regina Coeli, na Quinta-feira Santa da semana passada.
“Lembro-me de um homem cansado, que se arrastava, mas que gritava com a sua presença a necessidade de prestar atenção aos presos. Arrastou-se por eles, até ao seu último suspiro. Foi por isso que os prisioneiros viram nele uma esperança. Um pai morreu por eles”.

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O bispo recordou também a abertura da Porta Santa em Rebibbia, por ocasião da inauguração do Jubileu em dezembro passado. O Papa quis tê-lo a seu lado. “Foi emocionante, mas sobretudo para aquelas pessoas. Sentiram-se ‘vistas'”.
“Desde segunda-feira que recebo mensagens de pessoas que dizem sentir-se órfãs. Alguns prisioneiros pediram-me para colocar uma flor na campa de Francisco por eles”, conta Ambarus. Estou a trabalhar para que os seus filhos preferidos possam estar presentes no funeral”, acrescentou.