Um ataque cibernético de grandes proporções interrompeu neste sábado (20) as operações de check-in e despacho de bagagens em alguns dos principais aeroportos da Europa, incluindo Heathrow, em Londres; Tegel, em Berlim; e Zaventem, em Bruxelas.
O incidente, que teve início nas primeiras horas da manhã, afetou o software MUSE, utilizado por diversas companhias aéreas para o gerenciamento de embarques.
A empresa responsável pelo sistema, Collins Aerospace, confirmou que seus servidores foram alvo de uma ação maliciosa que comprometeu a integridade dos dados e a funcionalidade dos terminais de autoatendimento. Passageiros enfrentaram longas filas, atrasos superiores a uma hora e, em alguns casos, cancelamentos de voos.
“Estamos operando com procedimentos manuais enquanto trabalhamos para restaurar os sistemas afetados,” informou o porta-voz do aeroporto de Bruxelas, onde ao menos dez voos foram cancelados e outros 17 sofreram atrasos significativos.
Em Londres, o aeroporto de Heathrow relatou dificuldades semelhantes, com passageiros sendo orientados a chegar com antecedência e verificar o status de seus voos diretamente com as companhias aéreas. Em Berlim, o aeroporto Tegel também registrou lentidão nos processos de embarque, embora não tenha confirmado cancelamentos até o momento.
Autoridades europeias de segurança cibernética estão investigando a origem do ataque, que ainda não foi reivindicado por nenhum grupo. Especialistas alertam para o crescente risco de vulnerabilidades em infraestruturas críticas, especialmente em sistemas interligados por redes globais.
O impacto do ataque reabre o debate sobre a resiliência digital do setor aéreo, que depende cada vez mais de soluções automatizadas para garantir eficiência e segurança. Enquanto isso, passageiros enfrentam incertezas e transtornos em um dos períodos de maior movimentação nos aeroportos europeus.


