Morador luta com atirador e lhe toma a arma (Reprodução: Redes Sociais)


Um ataque a tiros durante um festival judaico realizado na praia de Bondi, em Sydney, deixou ao menos 12 mortos e quase 30 feridos neste domingo, segundo autoridades australianas e agências internacionais. O episódio, rapidamente classificado como ato terrorista, abalou a sensação de segurança em um dos locais mais emblemáticos do país e provocou forte repercussão mundial.

De acordo com a polícia de Nova Gales do Sul, dois homens armados abriram fogo contra centenas de pessoas que participavam da celebração de Hanukkah. Um dos atiradores foi morto no local; o outro está sob custódia em estado crítico. Entre os feridos, há crianças e dois policiais que tentaram conter os agressores.

O primeiro-ministro Anthony Albanese descreveu o ataque como “chocante e angustiante”, afirmando que se trata de “um ataque contra a diversidade e contra a liberdade de culto”. O premiê estadual Chris Minns declarou estado de emergência e confirmou que o alvo eram famílias reunidas para celebrar o festival judaico.

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Imagens transmitidas pela televisão mostraram banhistas correndo em direção às ruas vizinhas, enquanto equipes médicas improvisavam atendimentos no calçadão. Helicópteros da polícia sobrevoaram a região durante a operação, que se estendeu por horas.

O Conselho Judaico da Austrália confirmou que o evento tinha caráter religioso e cultural, e pediu reforço imediato na segurança de sinagogas e escolas em todo o país. Agências internacionais como Reuters, BBC e Sky News destacaram que o ataque é um dos mais graves já registrados contra a comunidade judaica na Austrália.

O governo australiano convocou uma reunião de emergência do gabinete de segurança nacional. “Estamos unidos em solidariedade com a comunidade judaica e com todas as vítimas”, disse Albanese em pronunciamento televisionado.