Incêndio após o ataque de mísseis em cidade da Ucrânia neste domingo (13). (Foto: Reprodução TV)


O ataque foi na manhã deste domingo (13). Além de ter deixado ao menos 31 mortos, dezenas de moradores ficaram feridos em Sumy, no nordeste da Ucrânia.
Segundo as autoridades, o ataque visou o centro da cidade, em um dia em que cristãos ortodoxos, majoritários no país, celebram Domigo de Ramos.

As autoridades locais divulgaram imagens de corpos no chão, de cidadãos correndo para se proteger e de carros em chamas. Fachadas inteiras de prédios vieram abaixo.

“A Rússia atingiu o centro da cidade com mísseis balísticos. Justamente no momento em que havia muitas pessoas na rua”, informaram os serviços de emergência ucranianos nas redes sociais. Entre os mortos, há ao menos duas crianças.

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As pessoas foram atingidas “nas ruas, em carros, nos transportes públicos, nas casas”, descrevem os serviços de emergência, reiterando que as operações de resgate e atendimento às vítimas continuam. Devido ao alto número de feridos, o balanço de mortos pode aumentar nas próximas horas.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou a agressão de “terrível”. “Apenas canalhas podem fazer isso”, publicou Zelensky nas redes sociais, pedindo uma “resposta forte” da Europa e dos Estados Unidos.
O ataque em Sumy ocorre dois dias depois do encontro em São Petersburgo entre o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o presidente russo, Vladimir Putin. Recentemente, o presidente americano, Donald Trump criticou o fato de Moscou ter “bombardeado a Ucrânia como loucos”.

No entanto, a iniciativa dos Estados Unidos e a promessa do líder republicano de acabar com a guerra não surtem efeito. Nas últimas semanas, a Rússia multiplica os ataques na Ucrânia. No início de abril, um bombardeio russo contra a cidade de Kryvyi Rig, no centro, matou 18 pessoas, incluindo nove crianças.
Sumy está próxima da fronteira russa e sofre uma pressão crescente desde que Moscou afastou grande parte das tropas ucranianas da região vizinha russa de Kursk. A cidade havia sido poupada até agora de ataques mais intensos, como os que ocorrem mais ao sul, na região de Donetsk.
Kiev alertava há semanas que Moscou poderia lançar uma ofensiva no local. Na última quinta-feira (10), as forças russas anunciaram a tomada de um vilarejo na mesma região de Sumy, resultando um raro avanço nesta área do nordeste da Ucrânia.

Segundo o comandante das Forças Armadas ucranianas, Oleksandre Syrsky, a Rússia realiza “há alguns dias” ofensivas em torno de Sumy e Kharkiv, também no nordeste. O objetivo, segundo ele, é criar “zonas tampões” e evitar avanços do Exército de Kiev.

O comandante das forças armadas ucranianas, Oleksandre Syrsky, afirmou na quarta-feira que os russos iniciaram ‘há alguns dias’ ofensivas nas regiões de Soumy e Kharkiv, também no nordeste, para criar ‘zonas de amortecimento’ e assim evitar novas incursões ucranianas.