Os 13 ativistas brasileiros que integravam a Flotilha Global Sumud, interceptada pelas forças israelenses enquanto tentavam levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, desembarcaram na manhã desta quinta-feira (9) em São Paulo, após serem deportados de Israel.
O grupo foi recebido por familiares e apoiadores no aeroporto, onde compartilharam relatos sobre a missão interrompida e as condições de detenção enfrentadas em Israel. A flotilha, que partiu com o objetivo de romper o bloqueio imposto a Gaza, foi abordada em águas internacionais e seus membros detidos por vários dias.

Dentre os deportados estavam o organizador internacional Thiago Ávila, a deputada federal Luzianne Lins (PT-CE), a vereadora de Campinas Mariana Conte (PT), e outros membros da missão. Durante uma coletiva de imprensa, Ávila destacou a importância da iniciativa, que busca não apenas fornecer ajuda, mas também dar visibilidade à causa palestina. A esposa de Ávila, presente na coletiva, reafirmou que, apesar da deportação, a flotilha continuará, como parte de uma mobilização internacional mais ampla por justiça e dignidade para o povo palestino.
O ativista Thiago Ávila, falou sobre o cessar-fogo recente entre Israel e Gaza, apontando que, apesar de ser um passo positivo, ele não representa o fim da violência nem da opressão enfrentada pelos palestinos. Ávila criticou a mentalidade colonial que ainda prevalece em relação aos palestinos e pediu mais ação global para garantir a paz verdadeira, e não apenas uma trégua temporária.
“A gente teve esse cessar-fogo, mas ainda não existe a paz na Palestina”, afirmou.
A deputada Luzianne Lins relatou as dificuldades e ameaças sofridas pelos brasileiros durante a detenção, mas enfatizou que tais experiências não se comparam ao sofrimento diário do povo palestino.
A vereadora Mariana Conte, por sua vez, destacou o alívio momentâneo trazido pela trégua, mas lembrou que um verdadeiro acordo de paz ainda está distante.
O porta-voz Bruno Gilga também denunciou as ações contínuas contra os palestinos, sublinhando que a flotilha é uma ferramenta crucial para chamar a atenção para as violações de direitos humanos.





