Sessão plenária do STF, Ministro Luís Roberto Barroso - Foto: Antonio Augusto/STF


O ministro Luís Roberto Barroso, de 67 anos, anunciou nesta quinta-feira (9) sua saída do Supremo Tribunal Federal (STF), encerrando uma trajetória de 12 anos na mais alta instância do Judiciário brasileiro. Nomeado em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff, Barroso presidiu a Corte entre setembro de 2023 e setembro de 2025, período em que o tribunal enfrentou pautas de grande relevância política e social.

O ministro durante seu pronunciamento, que é hora de tomar novos rumos, que ele não sabe quais são, mas indicou, por exemplo, que quer dedicar mais tempo à literatura.

“Sinto que agora é hora de seguir outros rumos, que nem sei se estão definidos. Não tenho qualquer apego ao poder e gostaria de viver um pouco mais a vida que me resta, sem as disposições, obrigações e exigências públicas do cargo”

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“Por 12 anos ocupei o cargo de ministro do STF tendo sendo ministro nos últimos 2 anos. Foram tempos de imensa dedicação à causa da justiça e da democracia. A vida me proporcionou a benção de servir ao país”

“Como todos nós sabemos, os sacrifícios e os ônus da nossa função acabam se transferindo para nossos familiares e nossas pessoas queridas, que sequer têm qualquer responsabilidade pela nossa atuação”

“Todos nós aqui julgamos causas difíceis, complexas, com interesses múltiplos, e cada um procura fazer o melhor. De minha parte, ao longo desses anos, diante de questões delicadas, estudei e refleti sobre a coisa certa a fazer. E fiz. Não carrego arrependimentos”, afirmou.

Durante sua passagem pelo STF, Barroso foi protagonista de decisões que marcaram o cenário jurídico nacional. Entre os principais casos sob sua relatoria estão a suspensão de despejos durante a pandemia de Covid-19, a instalação da CPI da Covid, a limitação do foro privilegiado e a autorização da execução imediata da pena para réus condenados pelo tribunal do júri.

Com sua saída, Barroso abre vaga na Corte, cuja indicação caberá ao presidente da República. O nome escolhido precisará ser sabatinado e aprovado pelo Senado. Enquanto isso, o STF segue com 10 ministros até a nomeação do novo integrante.

VEJA NA ÍNTEGRA O DISCURSO DO MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO: