O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou um pacote de financiamento de US$ 3,9 bilhões ( R$ 19,5 bilhões) para a Argentina. A medida ocorre em meio à crise cambial enfrentada pelo país e complementa iniciativas de apoio já articuladas pelos Estados Unidos e pelo Banco Mundial.
Segundo comunicado oficial, o BID pretende encerrar o ano com cinco novas operações no setor público aprovadas, totalizando US$ 2,9 bilhões.
Os recursos serão destinados a reformas estruturais, com foco na consolidação fiscal, aumento da competitividade, modernização da infraestrutura e estímulo ao investimento privado.
Além disso, o pacote inclui US$ 1 bilhão canalizado via BID Invest, braço privado da instituição. O montante será aplicado em áreas consideradas estratégicas, como energia, minerais críticos, conectividade, serviços de saúde e financiamento de pequenas e médias empresas (PMEs).
A iniciativa está alinhada à estratégia de país aprovada pelo Conselho Executivo do BID em julho e integra o programa do Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê apoio de até US$ 10 bilhões à Argentina nos próximos três anos.
O presidente argentino, Javier Milei (La Libertad Avanza), tem intensificado esforços diplomáticos para garantir apoio internacional. Em setembro, Milei se reuniu com o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), que manifestou apoio à reeleição do argentino em 2027. O Secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que o governo dos EUA estuda uma ajuda financeira adicional por meio do Fundo de Estabilização Cambial (ESF, na sigla em inglês).
A antecipação de recursos pelo BID e pelo Banco Mundial ocorre em um momento de tensão fiscal no país. Em setembro, Milei vetou leis que ampliariam o financiamento de hospitais pediátricos e universidades públicas, alegando necessidade de controle de gastos.


