
Dois projetos brasileiros foram anunciados como finalistas do Earthshot Prize, iniciativa criada pelo príncipe William em 2020 para reconhecer soluções inovadoras contra a crise climática. O fundo Tropical Forests Forever Fund (TFFF) e a startup Re.green concorrem na categoria “Proteger e restaurar a natureza”, voltada à recuperação de ecossistemas terrestres.
O prêmio, considerado um dos mais prestigiados do setor ambiental, oferece £1 milhão ( RS$ 7,19 milhões) aos vencedores para implementação de seus projetos. A cerimônia de premiação será realizada em novembro, no Brasil, com presença confirmada do príncipe britânico.
Projetos brasileiros

O TFFF propõe um modelo de financiamento contínuo para países tropicais que preservam suas florestas. A ideia é criar um fundo internacional que remunere governos pela manutenção de áreas nativas, com base em métricas de conservação verificáveis. “O objetivo é transformar a floresta em ativo permanente, e não em obstáculo ao desenvolvimento”, afirmou o economista Sérgio Leitão, um dos idealizadores do projeto.
Já a Re.green atua na restauração da Mata Atlântica por meio de tecnologia e ciência aplicada. A empresa utiliza dados geoespaciais, inteligência artificial e técnicas de reflorestamento acelerado para recuperar áreas degradadas. “Ser finalista do Earthshot é um reconhecimento do potencial da restauração ecológica como solução climática”, disse Guilherme Ferreira, cofundador da startup.
Contexto internacional
O Earthshot Prize foi inspirado na missão “Moonshot”, lançada por John F. Kennedy nos anos 1960, e busca premiar soluções capazes de enfrentar os maiores desafios ambientais da década. Desde sua criação, o prêmio já distribuiu recursos a iniciativas em mais de 20 países.
A escolha do Brasil como sede da edição 2025 reforça o papel estratégico do país na agenda climática global. “O Brasil é um dos países mais biodiversos do mundo e tem um papel crucial na luta contra as mudanças climáticas”, afirmou Hannah Jones, CEO da fundação Earthshot, em comunicado oficial.
Repercussão
A presença de dois projetos brasileiros entre os finalistas foi celebrada por ambientalistas e especialistas em políticas públicas. “É uma sinalização clara de que o Brasil pode liderar soluções ambientais com base em ciência, inovação e justiça climática”, disse Izabella Teixeira, ex-ministra do Meio Ambiente.
A premiação ocorre em meio à preparação para a COP30, que será realizada em Belém, em 2025. A expectativa é que os projetos finalistas ganhem visibilidade internacional e atraiam novos investimentos para ações de conservação.


