“O BRB através da Operação visa a alienação dos referidos ativos com o objetivo de fortalecer sua estrutura de capital e sua liquidez, bem como aprimorar a gestão de seu portfólio, sendo a transação etapa relevante no processo de readequação da Companhia, com expectativa de efeitos positivos sobre a liquidez, a gestão de ativos e a racionalização patrimonial”, diz a companhia.
O BRB tem uma carteira de R$ 21,9 bilhões em ativos que eram do Banco Master. O banco já estava negociando a venda de R$ 1,9 bilhão e ainda tinha R$ 20 bilhões disponíveis. Desses ativos restantes, a Quadra fez uma proposta para comprar a carteira por R$ 15 bilhões, anunciou no último dia 10 a governadora do Distrito Federal, Celina Leão.
Com a venda dos ativos por meio de um fundo de investimentos, o BRB espera conter a crise de liquidez, mas ainda precisará de um aporte do Distrito Federal. Para isso, o governo distrital quer buscar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e de outros bancos, públicos e privados, para cobrir o rombo deixado pelo Master no patrimônio do banco estatal.
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Segundo o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, o banco e o governo estão avaliando agora quais garantias serão oferecidas, como imóveis públicos e ações em empresas públicas.
O BRB enfrentou uma nova crise de liquidez no início do mês. O presidente do banco foi a São Paulo com a governadora e os dois se reuniram com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e outros representantes do sistema financeiro na capital paulista. A proposta apresentada agora já estava na mesa e foi levada a Galípolo.
Em entrevista ao Estadão na segunda-feira, 20, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que o BRB foi vítima de uma fraude praticada pelo ex-presidente da instituição Paulo Henrique Costa, preso pela Polícia Federal no último dia 16, para tentar ficar no comando do novo banco que seria criado com a compra do Master.
A Polícia Federal apontou que Paulo Henrique Costa teria recebido R$ 146 milhões em propina paga pelo banqueiro Daniel Vorcaro por meio da transferência de seis imóveis de luxo. Ele nega ter praticados crimes.

