Funcionária do Butantan mostra frasco da nova vacina da gripe entregue ao Ministério da Saúde. (Foto: Instituto Butantan)


O Instituto Butantan entregou 6,9 milhões de doses da vacina contra a gripe ao Ministério da Saúde.

A previsão é que outras 63 milhões sejam enviadas até maio. A Campanha Nacional de Imunização deve começar no fim de março.

O público-alvo inclui crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos a partir de 60 anos, gestantes, puérperas, profissionais da saúde, pessoas com doenças crônicas, povos indígenas e professores dos ensinos básico e superior, entre outros grupos de risco.

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Como ocorre todos os anos, o imunizante foi atualizado conforme diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indica as cepas mais circulantes no período anterior. A composição para o hemisfério Sul em 2026 traz os vírus A/Missouri/11/2025 (H1N1)pdm09, A/Singapura/GP20238/2024 (H3N2) e B/Áustria/1359417/2021 (linhagem B/Victoria).

Neste ano, duas cepas foram alteradas em relação a 2025, o que prolongará o cronograma de entregas até o fim de maio. “A atualização de duas das três cepas é incomum no histórico de recomendações e aumentou a complexidade do processo produtivo. Além disso, as duas novas cepas tiveram menor rendimento, o que também afetou a velocidade da produção”, afirmou Felipe Carvilhe, gerente da Franquia Influenza do Butantan.

Segundo ele, cada monovalente leva cerca de um mês para ser produzido. “Existem vírus que se replicam mais rápido, outros são mais lentos. Cada monovalente leva cerca de um mês para ser produzido, até alcançar quantidades suficientes para as 80 milhões de doses”, disse.

Os vírus influenza podem causar desde infecções assintomáticas até quadros graves que exigem hospitalização, especialmente em crianças pequenas e idosos. Os sintomas incluem febre alta, dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza, tosse e fadiga.

Em 2025, o Brasil registrou 224.721 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o Boletim Infogripe da Fiocruz. Desse total, 117.541 tiveram resultado positivo para vírus respiratórios, sendo a influenza um dos mais prevalentes. A gripe respondeu por quase metade dos óbitos por SRAG causados por vírus respiratórios.

Vacina disponível o ano todo para grupos específicos

Desde o início de 2025, a vacina contra a gripe passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos. Para esses grupos, o imunizante está disponível nos postos de saúde durante todo o ano.

Os demais públicos prioritários continuam recebendo a vacina apenas durante a campanha sazonal, entre março e maio, período que antecede a maior circulação do vírus.

Campanha diferenciada na região Norte

Desde 2024, os estados do Amazonas, Pará, Acre, Roraima, Rondônia, Amapá e Tocantins recebem a vacina com a composição do hemisfério Norte, que neste ano traz cepas diferentes daquelas aplicadas no restante do país. A campanha na região ocorre no fim do ano, em razão das particularidades do inverno amazônico.