Celso Sabino anuncia saída do governo Lula - Reprodução


O ministro do Turismo, Celso Sabino, oficializou nesta sexta-feira (26) sua saída do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atendendo à determinação do União Brasil, que havia dado 24 horas para que seus filiados deixassem cargos no governo petista. Sabino, que ocupa a pasta há dois anos, afirmou que permanecerá no cargo até o dia 2 de outubro para acompanhar o presidente Lula durante um evento em Belém relacionado à COP30, que ocorrerá em novembro.

Em entrevista, Sabino detalhou sua conversa com o presidente Lula, afirmando que respeita a decisão de seu partido, mas que ainda há espaço para ampliar o diálogo com o União Brasil sobre o futuro político. “A minha vontade clara é continuar o trabalho que a gente vem fazendo”, disse o ministro, reforçando que tentaria uma solução que evitasse sua saída da pasta, mas sem sucesso.

A decisão do União Brasil de retirar seus filiados dos cargos no governo foi tomada após o partido aprovar uma resolução interna, exigindo a saída de todos os membros que ocupam funções no governo em até 24 horas. A medida foi motivada por reportagens que sugerem uma ligação entre o presidente nacional do partido, Antonio de Rueda, e o Primeiro Comando da Capital (PCC), o que Rueda nega. A sigla ainda indicou que ministros como Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações) não serão afetados pela resolução, já que não são filiados ao União Brasil.

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O União Brasil tem acelerado seu desembarque do governo após a crise envolvendo Rueda, e a pressão sobre Sabino foi um reflexo direto desse movimento. Mesmo com a saída iminente, Sabino deixou claro que ainda busca manter o diálogo com o governo e o partido, sem revelar ainda os próximos passos de sua trajetória política. Ele retornará à Câmara dos Deputados após deixar o Ministério do Turismo