Lula e Temer: dois ex-presidentes presos após deixarem o cargo por causa da Lava Jato. (Foto/Acervo PR)


Desde a redemocratização do Brasil, em 1985, três ex-presidentes eleitos diretamente pelo povo foram presos: Fernando Collor de Mello, Luiz Inácio Lula da Silva e Michel Temer.

  • Fernando Collor de Mello foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Ele foi preso nesta sexta-feira (25), às 4h da madrugada, em Alagoas, após esgotar todos os recursos contra sua condenação no caso da BR Distribuidora.
  • Luiz Inácio Lula da Silva foi preso em abril de 2018, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Ele ficou 580 dias detido antes de ser solto em novembro de 2019, após o STF decidir que penas só poderiam ser cumpridas após o trânsito em julgado e Lula depois ter as condenações anuladas.
  • Michel Temer foi preso preventivamente em março de 2019, acusado de liderar um esquema de corrupção relacionado à construção da usina nuclear Angra 3. Sua prisão foi decretada pelo juiz Marcelo Bretas, mas ele foi solto pouco tempo depois.
    Antes da redemocratização, outros ex-presidentes foram presos, mas por motivações políticas, como Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.

Em 1945, Getúlio Vargas foi preso em regime domiciliar por curto período após ser deposto por um golpe militar. Na época Getúlio era presidente em uma ditadura violenta contra os opositores.
Juscelino Kubitscheck foi preso durante a ditadura militar de 1964. Em 1968, no mesmo dia em que foi decretado o Ato Institucional número 5 (AI-5), JK foi detido sob acusações de corrupção e suposto apoio ao comunismo.
Seu mandato já hvia expirado quando isso se deu, porque JK cumpriu seu mandato e empossou o sucessor Jânio Quadros. Após o início da ditadura ele se mantinha como uma figura política muito popular, mas rejeitada pelos militares. Com a ditadura, JK teve seus direitos políticos suspensos por dez anos. Em 1968, sua prisão ocorreu logo após sair do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Posteriormente, foi liberado, mas permaneceu sob forte vigilância e restrições impostas pelos militares.

Continua depois da publicidade