O médico Samir Xaud, presidente eleito da Federação Roraimense de Futebol, oficializou, neste domingo (18), sua candidatura à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). (Foto: EBC)


A comissão eleitoral da CBF aprovou nesta quinta-feira o registro da candidatura de Samir Xaud à presidência da entidade. A inscrição de chapas foi encerrada na última terça-feira, e a de Xaud foi a única a cumprir todos os requisitos exigidos pelo Regulamento do Processo Eleitoral. A comissão, que atua de forma independente, também confirmou que não houve impugnações ao registro, o que garante a realização da eleição neste domingo com chapa única.

Samir Xaud, de 41 anos, é atualmente dirigente da Federação de Roraima e deve assumir oficialmente o comando da entidade estadual em 2027, sucedendo seu pai. Na CBF, ele assumirá a presidência com um mandato de quatro anos, de 2025 a 2029. Segundo ele próprio, a intenção é ocupar o cargo por apenas um mandato. A chapa é composta por nomes com experiência no futebol nacional, como Flávio Zveiter, Michelle Ramalho, José Vanildo, Rozenha, Rubens Angelloti, Fernando Sarney e Gustavo Dias Henrique, todos com passagens por federações ou cargos na própria CBF.

Apesar do deferimento da candidatura e do apoio de grande parte das federações estaduais, o processo eleitoral enfrenta resistência de clubes. Pelo menos 21 deles decidiram não comparecer à eleição como forma de protesto. A principal crítica está voltada ao modelo eleitoral da CBF, considerado pouco representativo pelos clubes, além da rapidez com que o processo de sucessão foi conduzido após o afastamento de Ednaldo Rodrigues por decisão judicial.

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Mesmo com a mobilização dos clubes, a eleição deve ocorrer normalmente, já que Samir Xaud conta com o apoio formal de 25 federações e 10 clubes — número suficiente para validar a chapa. A ausência dos demais clubes, no entanto, representa uma tentativa de impedir a unanimidade e pressionar por mudanças no sistema de governança da entidade. A eleição neste domingo deve marcar o início de uma nova fase na gestão do futebol brasileiro, ainda sob fortes tensões institucionais.