A defesa do senador Ciro Nogueira (Progressistas) afirmou nesta quinta-feira (7) que o parlamentar não participou de atividades ilícitas investigadas na nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.
Em nota, os advogados disseram que Nogueira está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações. Um dos advogados é o criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.
Segundo a defesa, medidas consideradas “graves e invasivas” foram tomadas com base em mensagens atribuídas a terceiros.
Os advogados repudiaram “qualquer ilação de ilicitude” sobre a conduta do senador, especialmente em sua atuação parlamentar, e compararam o cenário atual ao “uso indiscriminado de delações premiadas”.
A operação mira suspeitas de repasses de vantagens indevidas e lavagem de dinheiro envolvendo Nogueira e o Banco Master. A PF apura um esquema bilionário de fraudes financeiras por meio da venda de títulos de crédito falsos. O nome da operação faz referência à ausência de controles internos nas instituições investigadas.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao senador em Brasília e no Piauí, incluindo uma loja de motos.
O irmão de Nogueira, Raimundo, também foi alvo da ação. Ao todo, o Supremo Tribunal Federal autorizou um mandado de prisão temporária e dez de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores no montante de R$ 18,85 milhões.
Na decisão, a PF aponta indícios de que o senador teria atuado em favor do banqueiro Daniel Vorcaro em troca de vantagens econômicas indevidas. O primo do banqueiro, Felipe Cançado Vorcaro, foi preso em Minas Gerais.


