A Universidade da Bahia, pública, tem o maior percentual de alunas em relação a homens no país, segundo direção. (Foto Divulgação)


O Ministério da Educação (MEC) está comemorando a presença cada vez maior das mulheres na educação superior no Brasil.

O público feminino já representa superou o de estudantes homens. Representa 59,1% (5,9 milhões) das cerca de 10 milhões de matrículas nesse nível de ensino.

Dos 5 milhões de universitários brasileiros, 2,9 milhões são mulheres.

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Os números são do Censo da Educação Superior 2023, edição mais recente da pesquisa estatística divulgada pela pasta e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Na década 2013-2023, o percentual de mulheres matriculadas na educação superior aumentou 138,6% – de 4,2 milhões para cerca de 10 milhões apurados na última edição da pesquisa.

Para além das alunas, o Censo da Educação Superior 2023 registrou 157.680 professoras, o equivalente a 47,6% do corpo docente desse nível educacional, que conta com 331.326 profissionais ao todo.

Em um panorama das licenciaturas, o percentual chega a 73,9% (1,3 milhão) de mulheres matriculadas, em um universo de 1,7 milhão de matrículas.

Ao verificar os números de ingressantes em cursos dessa natureza, o censo constata: as mulheres representam 75,1% (621.129) do total de 827.285 estudantes que optaram por graduações voltadas à docência.

Os cursos e os estudantes de licenciatura são objetos de uma série de iniciativas recentes do governo federal e do MEC. Isso inclui o Programa Mais Professores para o Brasil , lançado em janeiro deste ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo ministro da Educação, Camilo Santana.

Um dos eixos do programa é a Prova Nacional Docente (PND) , que será aplicada pelo Inep, pela primeira vez, no segundo semestre de 2025.

O Mais Professores visa “fortalecer a formação” e incentivar o ingresso de docentes no ensino público e valorizar os profissionais do magistério, por meio da aplicação de recursos e de oportunidades voltadas ao desenvolvimento contínuo. Além da PND, o programa contempla o Pé-de-Meia Licenciaturas ; o Bolsa Mais Professores ; o Portal de Formação ; e ações de valorização em parceria com bancos públicos e outros ministérios.

Para chegar até a educação superior, a trajetória passa pela educação básica. E o panorama de meninas e mulheres nesse nível educacional revela que elas correspondem ao percentual de 49,4% (23,4 milhões) das 47,3 milhões de matrículas totais, de acordo com o Censo Escolar 2023. Essa é a edição mais recente da pesquisa estatística, com resultados divulgados.

Na educação infantil (creche e pré-escola), as meninas são 48,7% (4,6 milhões). No ensino fundamental, elas correspondem a 48,5% (7 milhões) nos anos iniciais (1º ao 5º) e contam com esse mesmo percentual entre 5,7 milhões nos anos finais (6º a 9º). O cenário se modifica no ensino médio, quando elas passam a ser maioria, com 50,9% (3,9 milhões).

Também há uma predominância feminina na educação profissional e tecnológica (EPT), com 57,9% (1,3 milhão) das matrículas. Já na educação de jovens e adultos (EJA), elas correspondem a 51,9% (1,3 milhão) do total.

Professoras e diretoras – Em 2023, 2,4 milhões de docentes atuaram na educação básica. Do total, 79,5% (1,9 milhão) eram mulheres. Além disso, o censo registrou mais de 144 mil profissionais em cargos de direção, sendo 81,6% (cerca de 117 mil) diretoras.