A dívida nacional dos Estados Unidos chegou a US$ 39,2 trilhões nos 12 meses encerrados em março, ultrapassando os cerca de US$ 31 trilhões do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo o Comitê para um Orçamento Federal Responsável (CRFB, na sigla em inglês). Em 2025, o governo americano gastou US$ 1,78 trilhão a mais do que arrecadou, mantendo a trajetória de alta do endividamento, e também do custo para financiá-lo.

Na prática, déficits maiores empurram a dívida para cima, e o aumento da dívida eleva a conta de juros. Quando o endividamento avança mais rápido do que a arrecadação, o espaço fiscal se estreita, mesmo sem a adoção formal de medidas de ajuste.

Na semana passada, a Fitch Ratings alertou que a nota de crédito dos Estados Unidos está sob pressão diante de um “déficit em expansão”, que mantém o endividamento do país “muito acima” do observado em outras economias com classificação AA.

A agência rebaixou os EUA em agosto de 2023 para AA+, citando o impasse recorrente em torno do teto da dívida. No relatório mais recente, a Fitch também apontou a piora das contas públicas associada aos cortes de impostos previstos no One Big Beautiful Bill Act.

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