Os quatro réus acusados de estupro coletivo se entregaram à polícia entre terça (3) e quarta-feira (4) e foram encaminhados ao sistema prisional, onde aguardam os desdobramentos do processo judicial - Reprodução


Os dois últimos foragidos acusados de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos se entregaram à polícia nesta quarta-feira (4), no Rio de Janeiro. Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, apresentou-se na 12ª DP (Copacabana) acompanhado de seu advogado. Bruno Felipe dos Santos Allegretti, também de 18 anos, compareceu à 54ª DP (Belford Roxo). Ambos passam a responder como réus no processo que tramita na 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente.

Outros dois acusados, Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, já haviam se entregue na terça-feira (3) e foram encaminhados ao Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte. Os quatro são acusados de estupro com concurso de pessoas, com agravante de a vítima ser menor de idade, além de cárcere privado. Um adolescente também é investigado por ato infracional análogo ao crime, e o caso segue sob análise da Vara da Infância e da Juventude.

De acordo com o inquérito conduzido pela 12ª DP, o crime teria ocorrido na noite de 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana. A vítima relatou que foi convidada pelo ex-namorado, um adolescente, e que, ao chegar ao local, outros jovens entraram no quarto onde ela estava. Segundo o depoimento, ela teria sido forçada a manter relações sexuais com os acusados, além de sofrer agressões físicas e ser impedida de deixar o imóvel.

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O laudo do exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com violência física, incluindo escoriações e infiltrado hemorrágico na região genital, além de outras marcas pelo corpo. Materiais foram coletados para exames genéticos. Imagens de câmeras de segurança e mensagens trocadas por aplicativo também integram o conjunto de provas reunidas pela polícia.

As defesas dos acusados negam as acusações e afirmam que irão demonstrar a inocência dos réus ao longo do processo judicial. Os advogados sustentam que seus clientes não tiveram a oportunidade de se manifestar anteriormente e confiam na apuração dos fatos pela Justiça. O caso segue em segredo de Justiça e permanece sob análise do Judiciário, enquanto os investigados aguardam os desdobramentos legais.