Mesa de câmbio de dólar e outras moedas: mercado fraco na véspera de grande feriado. (Foto Divulgação)


O dólar à vista encerrou a quinta-feira (17) com uma queda firme de cerca de 1%, aproximando-se dos R$ 5,80. Esse movimento acompanha a tendência de recuo da moeda americana em relação a outras divisas de países emergentes no exterior.

A expectativa de um possível acordo entre os EUA e a China na guerra tarifária contribuiu para essa queda.

O dólar comercial caiu 1,03%, fechando a R$ 5,804 tanto na compra quanto na venda.

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Na semana, acumulou uma baixa de 1,07%. Em abril, no entanto, a divisa acumula uma elevação de 1,75%.

A sessão desta quinta-feira foi marcada por um aumento no apetite dos investidores por risco, levando a uma busca por moedas de países emergentes e exportadores de commodities. Esse movimento se intensificou após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sugerindo progresso nas negociações comerciais com outros países, incluindo a China.

De acordo com Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank, a queda do dólar está ligada ao cenário externo, onde outras moedas emergentes também estão se valorizando. Além disso, o avanço do petróleo no mercado internacional, superior a 3%, favoreceu o real devido à condição de exportador do Brasil.

Especialistas estão revisando suas expectativas de inflação para baixo em 2025, o que pode aumentar a atratividade do Brasil para investidores. O boletim Focus do Banco Central, a ser divulgado após o feriado, será observado de perto pelos investidores.

No exterior, o dólar seguia em baixa ante divisas pares do real, como o peso mexicano e a lira turca. No entanto, a moeda norte-americana subia ante outras divisas fortes. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, subia 0,05%, a 99,363.

Os investidores estarão atentos à atualização das expectativas dos economistas no boletim Focus do Banco Central, que pode trazer novas informações sobre a economia brasileira e suas perspectivas. Além disso, a guerra comercial entre os EUA e a China continuará a ser um fator importante para o mercado financeiro.