O presidente nacional do PT, Edinho Silva, durante evento do Esfera Brasil. (Foto: Divulgação)


Em evento da Esfera Brasil, o presidente nacional do PT defende a candidatura do atual presidente, que será chancelada na convenção partidária, critica a proposta do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, de entregar as terras raras aos EUA, e aponta reformas estruturais como desafios centrais para o país

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou em entrevista durante evento da Esfera Brasil, em São Paulo, que a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva deve ser consolidada pela convenção partidária, mas destacou que o atual presidente é “a liderança mais preparada” para enfrentar os desafios internos e internacionais do país.

Silva defendeu a continuidade das políticas públicas de reconstrução, ressaltou a necessidade de regulamentar as terras raras como base para o desenvolvimento tecnológico e apontou como prioridades a transição energética, a segurança pública e reformas estruturais no Judiciário e no sistema político-eleitoral.

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Edinho Silva reforçou em São Paulo a centralidade da convenção partidária na definição da candidatura presidencial, mas afirmou que Luiz Inácio Lula da Silva reúne as condições necessárias para conduzir o Brasil em um cenário internacional turbulento. Segundo ele, o atual mandato foi marcado pela reconstrução das políticas públicas e pela reorganização do governo, mas ainda há distância em relação às demandas da sociedade.

O dirigente destacou que Lula é o mais preparado para liderar o país em temas estratégicos, como a regulamentação das terras raras — que, em sua avaliação, devem servir de base para um modelo de desenvolvimento tecnológico e geração de empregos de qualidade —, além da transição energética, da segurança pública e das reformas política e judiciária. “O Brasil precisa enfrentar esses debates para avançar em educação, saúde e combate às desigualdades”, afirmou.

Ao tratar da disputa em São Paulo, Edinho disse confiar na habilidade de Fernando Haddad para conduzir o diálogo sobre a formação da chapa ao governo estadual e a definição das candidaturas ao Senado. Ele ressaltou que lideranças como Márcio França e Marina Silva fortalecem o projeto petista no Estado e que Geraldo Alckmin, vice-presidente, pode contribuir para ampliar a interlocução com prefeitos, dada sua trajetória como governador.

Sobre o Rio Grande do Sul, Edinho explicou que a decisão do PT de apoiar o PDT decorre da necessidade de consolidar a unidade do campo democrático, tanto para viabilizar a vitória no Estado quanto para sustentar a candidatura de Lula nacionalmente. “A aliança fortalece não apenas o projeto regional, mas também a construção de uma base política ampla em todo o Brasil”, disse.