Nos EUA, Eduardo está operando para que americanos interfiram na soberania do Brasil para ajudar Flávio e conta com ajuda de Jason Miller, conselheiro de Trump, ao centro da foto. (Reprodução: Instagram)


O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que pretende denunciar ao governo Donald Trump eventuais irregularidades cometidas por autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições presidenciais deste ano.
Segundo ele, integrantes da Corte poderão sofrer sanções dos Estados Unidos, caso Washington considere necessário.

“Nós podemos fazer isso também em tempo real através de conversas de aplicativos de mensagem. Isso daí é importantíssimo. Hoje o mundo funciona em tempo real e a eleição brasileira vai ser muito dinâmica. Então, sim, estarei atento, farei as minhas denúncias quando entender pertinentes. E que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para entender e adotar as providências”, disse o ex-parlamentar em entrevista à coluna.

Eduardo responde hoje no STF a uma ação penal por coação no curso do processo, acusado de tentar intimidar autoridades brasileiras e influenciar julgamentos relacionados ao caso do golpe de Estado que condenou seu pai, Jair Bolsonaro. O ministro Alexandre de Moraes marcou seu interrogatório para o dia 14 de abril de 2026, por videoconferência.

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Eduardo Bolsonaro relatou que pretende levar as denúncias a representantes do governo Trump, parlamentares norte-americanos e à mídia internacional.

“À Casa Branca, a deputados, a senadores e a quaisquer outras pessoas que tenham algum poder efetivo ou mesmo notoriedade, seja nas redes sociais, seja nos jornais internacionais. Aonde eu tiver espaço, onde eu for consultado a levar informação, ali eu estarei para me expressar”, afirmou.

Censura

O ex-parlamentar avaliou que o relatório divulgado pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos serve de “alerta” ao TSE sobre a possibilidade de censura durante as eleições de outubro.

“Tudo isso pode sim gerar consequências reais. Isso tem que ser interpretado como um alerta e o TSE tem que se movimentar para impedir essa censura nas eleições”, disse.

Para Eduardo, ministros do TSE adotaram critérios diferentes ao julgar ações envolvendo Lula e Bolsonaro nas eleições de 2022.
“O governo Trump pode implementar medidas contra quaisquer autoridades que identifique como sendo protetoras ou iniciadoras dessa censura, que tenham alguma participação em fraude eleitoral”, afirmou.