O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), afirmou nesta segunda-feira (30) que está “desencantado” com a decisão do PSD de lançar Ronaldo Caiado, governador de Goiás, como candidato à Presidência da República.
A confirmação oficial da candidatura de Caiado está marcada para as 16h, em entrevista coletiva na sede do partido em São Paulo, conforme o Brasil Confidencial publicou ainda na manhã desta segunda-feira (30).
Em vídeo publicado nas redes sociais, Leite declarou: “Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir essa decisão.” Segundo ele, a escolha do PSD reforça a polarização política no Brasil.
Leite acrescentou: “Isso não termina aqui. A política é dinâmica e jornadas como essa não se encerram com uma decisão partidária. Essa jornada continua na sociedade, continua nas ideias, continua naquilo que a gente planta. Se não for agora, vai ser logo ali adiante. O Brasil vai sim reencontrar o caminho do equilíbrio, vai reencontrar o bom senso, vai recolocar a política no seu devido lugar, o de servir às pessoas e não de dividi-las. E eu sigo comprometido com isso. Leal ao Brasil, hoje, amanhã e sempre.”
Ratinho Junior elogia escolha de Caiado
Ratinho Junior, governador do Paraná, que havia retirado sua pré-candidatura na semana passada, elogiou a decisão do partido. “Exemplo de compromisso com a democracia”, disse ele sobre a escolha de Caiado.
Ratinho Junior era o pré-candidato do PSD com melhor desempenho nas pesquisas. No levantamento da Quaest de março, aparecia com 7% das intenções de voto, contra 4% de Caiado e 3% de Leite. Em comunicado, informou que pretende voltar ao setor privado e presidir o grupo de comunicação fundado por seu pai, o apresentador Ratinho. Ele não poderá disputar novamente o governo do Paraná em 2026, já que cumpre seu segundo mandato consecutivo.
Apoio de economistas e recusa de alianças
Na semana passada, Leite havia afirmado que Caiado representava um grupo político que “já tem representante”, em referência ao alinhamento ideológico do governador de Goiás com Flávio Bolsonaro (PL). Durante viagem a São Paulo, Leite descartou ser vice em qualquer chapa e também rejeitou concorrer ao Senado.
Numa entrevista à GloboNews, disse ser o único pré-candidato de centro no PSD e garantiu que permaneceria no governo do Rio Grande do Sul caso não fosse escolhido.
Poucos dias antes da decisão, dois nomes de peso da economia — Pérsio Arida, um dos formuladores do Plano Real, e Armínio Fraga, ex-ministro da Fazenda nos governos de Fernando Henrique Cardoso — haviam declarado preferência por Leite na disputa.
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