Um representante da Beast Industries descreveu as alegações como “categoricamente falsas” em resposta ao Newsbeat, da BBC Rádio 1. A defesa afirma possuir um conjunto de provas, incluindo mensagens internas, documentos e testemunhos que, segundo a companhia, desmontariam a versão apresentada por Lorrayne no processo que tramita na Justiça norte-americana.
Empresa contesta acusações e apresenta sua versão
No comunicado, a Beast Industries afirma que a denúncia foi construída a partir de “distorções deliberadas” e nega que a ex-executiva tenha sido vítima de assédio ou prejudicada profissionalmente. Um dos pontos centrais da contestação envolve a acusação de que Lorrayne teria sido obrigada a trabalhar durante a licença-maternidade.
De acordo com a empresa, a participação da brasileira em uma gravação no Brasil com o jogador Neymar Jr. teria sido voluntária, partindo da própria iniciativa dela. A companhia também rebateu a denúncia de que ela teria sido convocada para uma reunião durante o trabalho de parto, alegando que o contato foi feito por um colaborador que desconhecia a situação e foi interrompido assim que esclarecido.
Outro ponto destacado é a suposta mudança de função dentro da empresa. Segundo a Beast Industries, não houve rebaixamento, e a remuneração de Lorrayne teria sido mantida acima dos padrões do cargo ocupado.
Demissão e reestruturação interna
A empresa também afirmou que o desligamento da brasileira ocorreu em meio a uma reestruturação organizacional que resultou na extinção de diversos cargos, afetando funcionários de diferentes áreas, independentemente de gênero ou histórico profissional.
Ainda segundo a companhia, não houve registro formal de denúncias de assédio por parte de Lorrayne durante o período em que ela trabalhou na organização.
Entenda as acusações da brasileira
Na ação judicial, apresentada em um tribunal federal da Carolina do Norte e divulgada pela revista People, Lorrayne Mavromatis afirma ter enfrentado um ambiente de trabalho hostil, marcado por desigualdade de gênero e episódios de assédio sexual.
Ela acusa o então CEO da empresa, James Warren, de comportamento inadequado e relata que mulheres eram frequentemente desvalorizadas dentro da companhia. Em um dos trechos, a brasileira afirma que suas ideias eram ignoradas ou ridicularizadas, enquanto sugestões semelhantes feitas por colegas homens eram valorizadas.
Lorrayne também afirma ter sido rebaixada e posteriormente demitida após denunciar irregularidades internas. Segundo ela, a dispensa ocorreu poucas semanas após o retorno da licença-maternidade, o que teria agravado os impactos emocionais e profissionais da situação.
Disputa segue na Justiça
O caso segue em análise na Justiça dos Estados Unidos, e ainda não há previsão para uma decisão final.



