
A ex-primeira-ministra de Bangladesh Sheikh Hasina foi condenada à morte nesta por crimes contra a humanidade. A sentença foi proferida por um tribunal especial de crimes na capital, Daca, mas Hasina não estava presente, sendo julgada in absentia (à revelia).
O tribunal a considerou culpada por sua ordem de repressão violenta a uma onda de manifestações estudantis que varreu o país no ano passado. A repressão resultou na morte de mais de mil pessoas, segundo a acusação e relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU), que estimam o número de vítimas em até 1.400.
O ex-ministro do Interior e o ex-chefe de polícia do país também foram julgados e condenados no mesmo processo por envolvimento nas ações.
Acusações e Defesa
As acusações contra Hasina se concentram na autorização do uso de força letal, incluindo o emprego de drones e helicópteros, contra manifestantes civis que exigiam reformas políticas e sua renúncia.
Por sua vez, a ex-premiê, que está exilada na Índia desde que foi deposta em agosto de 2024, negou as acusações. Em declarações divulgadas por seus representantes, Hasina afirmou que o veredito é “enviesado” e que o tribunal teve “motivações políticas”, tratando o processo como uma “farsa”.
A sentença impõe um dilema diplomático à Índia, que abriga Hasina. Bangladesh já solicitou a extradição da ex-premiê, mas o governo indiano não se pronunciou sobre o pedido.


