As exportações brasileiras de ovos atingiram 40,9 mil toneladas em 2025, o maior volume já registrado, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O resultado representa alta de 121,4% em relação ao ano anterior e consolidou o setor como novo protagonista da pauta exportadora de proteína animal. A receita também foi recorde: US$ 97,2 milhões, avanço de 147,5% sobre 2024.
Em dezembro, os embarques somaram 2,3 mil toneladas, crescimento de 9,9% frente ao mesmo mês do ano anterior. A receita mensal chegou a US$ 5,1 milhões, alta de 18,4% na comparação anual.
Os Estados Unidos lideraram os destinos em 2025, com 19,6 mil toneladas (+826,7%), seguidos por Japão (5,4 mil toneladas, +229,1%), Chile (4,1 mil toneladas, -40%), México (3,2 mil toneladas, +495,6%) e Emirados Árabes Unidos (3,1 mil toneladas, +31,5%).
Segundo Ricardo Santin, presidente da ABPA, o desempenho foi impulsionado pela forte demanda norte-americana no início do ano, apesar da desaceleração após a imposição de tarifas. “O setor se reorganizou e novos mercados ganharam protagonismo, como o Japão, que passou a liderar os embarques nos últimos meses”, afirmou.
As exportações representaram pouco mais de 1% da produção nacional de ovos, sem comprometer o abastecimento interno, que absorve cerca de 99% do volume produzido. Para 2026, a expectativa é de manutenção do fluxo positivo, apoiado pelo contexto climático e pela maior demanda no período da quaresma.


