Dinheiro, máquinas de cartão de débito e crédito, celulares e computadores foram apreendidos pela polícia. (Foto: PCDF)


A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em colaboração com a Polícia Civil de São Paulo, desmantelou nesta terça-feira (4) uma quadrilha especializada no chamado golpe do falso advogado, que utilizava dados reais de processos judiciais para enganar vítimas e obter transferências bancárias indevidas.

A operação, que mobilizou cerca de 60 agentes e peritos, resultou na prisão de seis pessoas envolvidas com o crime e no cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Guarulhos.

Segundo a Divisão de Falsificações e Defraudações (Difraudes/Corf) da PCDF, o grupo é responsável por ao menos 30 ocorrências registradas no Distrito Federal apenas no primeiro semestre de 2025. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 1,4 milhão, com dezenas de vítimas identificadas.

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O método

A estratégia dos criminosos envolvia o uso de engenharia social e recursos tecnológicos avançados para acessar informações de processos judiciais autênticos. Com esses dados, os golpistas se apresentavam como advogados e comunicavam às vítimas uma suposta vitória judicial.

Em seguida, criavam um clima de urgência para justificar a necessidade de transferências imediatas — alegando custos processuais, honorários ou outras despesas fictícias.

A sofisticação do golpe dificultava a percepção da fraude, já que os interlocutores demonstravam conhecimento técnico e utilizavam linguagem jurídica convincente. A polícia alerta que esse tipo de abordagem deve ser verificada junto aos canais oficiais antes de qualquer movimentação financeira.

A operação

Coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do DF e Territórios, a operação também contou com a participação da Polícia Civil paulista. Além das prisões, foram apreendidos celulares, notebooks, mais de R$ 10 mil em espécie, uma máquina de contar dinheiro e veículos de luxo.

A Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens, que poderão ser revertidos às vítimas após o encerramento dos processos judiciais.

Alerta à população

As autoridades divulgaram orientações para evitar esse tipo de golpe:

Desconfie de contatos inesperados que solicitam transferências urgentes
Verifique a veracidade das informações junto aos órgãos oficiais
Evite pagamentos por impulso

Em caso de suspeita, registre boletim de ocorrência imediatamente