Na entrevista concedida ao Jornal do BC TV, do BRASIL CONFIDENCIAL, o advogado tributarista José Guilherme Sabino, CEO do Grupo Assertif, destacou os desafios que a reforma tributária impõe às empresas brasileiras. Segundo ele, a transição entre o modelo atual e o novo sistema tributário exigirá uma adaptação simultânea a dois regimes distintos, aumentando a complexidade operacional e jurídica.
“O erro, ou acerto, será humano. A complexidade técnica da reforma exige mais do que entendimento jurídico, exige equipes capazes de aprender, interpretar e adaptar rapidamente às novas regras”, afirmou Sabino.
A preocupação com a falta de mão de obra qualificada se soma ao impacto financeiro que a reforma pode gerar. Empresas de médio porte podem precisar investir entre R$ 150 mil e R$ 500 mil para se adequar às novas exigências. No entanto, muitas ainda não começaram a se preparar. “Mais de 90% das empresas médias ainda não se atentaram para a reforma tributária”, alertou Sabino.
Outro ponto crítico abordado na entrevista foi a mudança na arrecadação dos impostos, que passará a ser feita no destino, e não na origem. Isso pode alterar significativamente o fluxo de dinheiro no país. “Imagina uma empresa de streaming com sede em São Paulo. Se o assinante estiver em Curitiba, a empresa vai recolher o imposto lá”, explicou.
Além dos desafios técnicos e financeiros, Sabino destacou a necessidade de adaptação cultural dentro das empresas. A nova geração de profissionais tem expectativas diferentes em relação ao mercado de trabalho. “As empresas vão ter que rever sua cultura para atrair e reter talentos”, afirmou.
A reforma também traz riscos operacionais, como falhas na parametrização de sistemas de gestão e perda de créditos fiscais. “Não adianta investir nos melhores sistemas fiscais se não houver uma equipe treinada para operá-los com excelência”, alertou Sabino.
Com a primeira fase da implementação da reforma tributária se aproximando, especialistas alertam que a preparação deve começar imediatamente. “As empresas precisam agir agora. Quem não se preparar pode perder mercado e enfrentar dificuldades financeiras”, concluiu Sabino.
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