O Supremo Tribunal Federal (STF) vive impasse em torno da Lei da Ficha Limpa. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7781, apresentada pela Rede Sustentabilidade contra a norma que flexibilizou as regras de inelegibilidade, está parada no gabinete da ministra Cármen Lúcia desde janeiro. O processo, considerado crucial para as eleições de 2026, aguarda decisão há quatro meses.
A lei aprovada pelo Congresso em setembro de 2025 abriu brecha para que políticos condenados por improbidade administrativa possam voltar às urnas. Entre os beneficiados, figuram nomes de peso como Anthony Garotinho, Eduardo Cunha e José Roberto Arruda. A Procuradoria-Geral da República já se manifestou pela suspensão da norma, mas o caso segue sem definição.
O histórico da ministra reforça a expectativa de demora. Cármen Lúcia é conhecida por decisões parcimoniosas e por manter processos de grande impacto parados por longos períodos. Um exemplo é a ação sobre royalties do petróleo, suspensa monocraticamente em 2013 e nunca devolvida ao plenário.
Enquanto isso, cresce a pressão sobre o STF para dar uma resposta antes do calendário eleitoral. A decisão poderá redefinir o cenário político de 2026, determinando se condenados terão ou não caminho livre para disputar cargos eletivos.



